Bom dia Muepane!

O Sábado começou da melhor maneira, embora o acordar tenha sido um pouco atribulado (As noites de sexta-feira nunca são fáceis). No dia anterior tinha sido convidado pelos meus belos amigos do NOVAFRICA para me juntar a eles na sua saída de campo, pois poderia conhecer uma das aldeias que eles costumam visitar nos seus projectos e poderia fazer uma reportagem fotográfica do trabalho que andam a desenvolver.

Obrigada meus caros!!!

O Pedro (Motorista) veio primeiro buscar-nos, a mim, à Ana e ao Alex (Mr. X), íamos todos a bordo de uma Hilux, com 5 lugares dentro e mais uns quantos na caixa aberta. Já na praia de Wimbi parámos para que a Inês, a Beni e o Alex se juntassem a nós. Decidimos que seria mais divertido ir na parte de trás, e assim foi. A equipa estava quase completa, teríamos só mais um paragem antes do nosso destino final… Fomos até Pakite, onde se juntaram o resto dos elementos: Lúcio, Muarabo, Jorge, Vasco, Viegas e Olímpio!

Com a equipa completa e o carro cheio lá fomos com destino a Muepane. A viagem não foi longa, mas foi deveras atribulada, primeiramente porque a condução do Pedro não é a melhor ahahah e segundo porque não é assim tão simples e bonito (como se pensa) ir na parte de trás de uma Pick-up (mas mesmo assim vale a pena)!!!

 

Chegados a Muepane, fomos todos recebidos pelo Chefe da Aldeia, Gaspar Age, que fez questão de nos conhecer a todos, um por um. Um homem que por um lado tinha uma aparência muito simples, mas por outro apresentava um ar altivo e muito bem arranjado. Uma simpatia.

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A Inês apresentou o projecto e o que iria ser feito nessa manhã. O Chefe traduziu tudo aos “seus cidadãos”, pois a maioria só falava Makhuwa. A mensagem foi bem recebida e os jogos podiam então começar. A equipa começou a árdua tarefa de começar a executar os jogos que tinham sido planeados minuciosamente nas semanas anteriores. Na minha opinião, mesmo sendo a primeira experiência, os jogos correram lindamente!!!

Enquanto os jogos se iam desenrolando decidi ir conhecer algumas pessoas e conseguir algumas imagens para o meu baú de memórias. Foi aí que conheci as Mamãs que se encontravam à volta dos baldes… Estavam a levar água para suas casas, enquanto aproveitavam para pôr a conversa em dia. Admiradas porque as brancas (mukúnha) sabiam algumas palavras em Makhuwa  (tão simples como: Salama!; Uhavo?; Kihavo!; Horera) começaram a brincar e a pedir para tirar fotos. Todas elas pareciam estar animadas com o facto de terem pessoas novas na aldeia.

 

Já estava super contente com a minha manhã, mas consegui ficar um pouco mais. Conheci um grupo de meninos que estavam sentados lá perto, comecei a conversa por lhes perguntar o nome (infelizmente não me lembro do nome de todos) e aos poucos já estavam a sorrir e a rir como se tivesse contado alguma anedota (que não era o caso, pensava eu). Embora eles achem engraçado o facto ouvir um Mukúnha a falar, ou melhor, a tentar falar a língua deles. Mais tarde quando reparei, o David estava a brincar com duas pedras e perguntei se podia brincar com ele. Não obtive resposta, mas mesmo assim, juntei-me. Quando reparei já estávamos todos a fazer música, cada um com a sua pedrinha e mais tarde com um balde de latão.

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É impressionante como a música e uns simples sorrisos podem juntar povos, pessoas e emoções!

Finalizamos o dia com um belo almoço de equipa na tasquinha. Era possível ver um mix no cansaço e fome no rosto de cada um, mas mesmo assim não faltou boa disposição. 

Curto vídeo de Muepane

Aqui ficam os belos sorrisos que tive oportunidade de ver durante esta manhã!

#TAMUJUNTO

Maria


Saturday got off to a good start, although the waking up was a bit bumpy (Friday nights are never easy). The previous day I had been invited by my beautiful friends from NOVAFRICA to join them on their field trip, because I could get to know one of the villages that they usually visit in their projects and could do a photo report of the work they are developing.

Thank you my dears!!!

Pedro (Driver) came first to get me, Ana and Alex (Mr. X), we were all aboard a Hilux, with 5 seats inside and a few more in the back part of the car. On the beach at Wimbi, we stopped for Inês, Beni and Alex, that joined us. We decided it would be more fun to go in the back, and so it was. The team was almost complete, we would have just one more stop before our final destination… We went to Pakite where the rest of the guys would joined us, they were: Lúcio, Muarabo, Jorge, Vasco, Viegas and Olímpio!

With everyone from the team and the car full, there we went to Muepane. The trip was not long, but it was really eventfull: primarily because Pedro’s not the best driver ahahah and secondly, because it’s not as simple and beautiful (as one thinks) going in the back of a pick-up (but it is worth it)!!!

Arriving at Muepane, we were all greeted by the Chief of the Village, Gaspar Age, who insisted on getting to know all of us, one by one. A man who had a very simple appearance, but at the same time showed a haughty and well-arranged appearance. A really nice man.

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Inês introduced the project and what was going to be done that morning. The Chief translated it all to “his citizens,” as the majority only spoke Makhuwa. The message was well received and the games could begin. The team began the arduous task of starting the games, that had been planned minutely in the previous weeks, for the first time. In my opinion, even being the first experience, the games went all beautifully!!!

While they were playing the games, I decided to meet some people and get some images for my memory chest. That’s when I met the Mommies that were around the buckets… They were filling the buckets to take water to their homes, while they catching up with each other. Admired that white people (mukunha) knew a few words in Makhuwa, (as simple as: Salama!, Uhavo?, Kihavo!; Horera) they began to play with us and asked if we could take pictures of them. They all seemed to be excited about having new people in the village.

I was already super happy, but I managed to stay a little more. I met a group of little boys who were sitting nearby. I started the conversation by asking their name (unfortunately I can not remember the name of every boy) and gradually they were smiling and laughing as if I had told some anecdote (which was not the case, I think). They just find it funny to hear a Mukunha speak, or try to speak their language. Later when I noticed David was playing with two little rocks, I asked if I could play with him. I got no answer, but I joined him anyways. When I noticed, we were all making music, each one with its little rock and later with a brass bucket.

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It’s amazing how music and simple smiles can bring people together!

We finished the day with a nice team lunch in the little shop. It was possible to see a mix of fatigue and hunger on each one’s face, but there was no lack of willingness.

Small video about Muepane

Here are the beautiful smiles that I saw during this morning!

#TAMUJUNTO

Maria

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