Tofo, Tofinho, Tofão

Olá Olá outra vez,

Vamos lá continuar…

No dia 8, ainda abalados pela noite anterior, lá acordamos com a voz do Beto, sempre cheio de energia, mesmo as 7h da manhã… Depois de muitos ahhh e uiiis e muitos resmungos, lá saímos da cama e fomos preparar-nos para mais um dia cheio de aventuras. Não tivemos tempo para tomar o pequeno-almoço no lodge e como tal foi na diversity onde fizemos a paragem para comer alguma coisa… Como estávamos com pressa e os empregados não saíam no sitío, o Chico tomou as rédeas e foi fazer o pequeno-almoço para todos (eram umas sandes de fiambre, acompanhadas de um café ahahah), só assim conseguimos ter algo para comer a tempo.

Já de barriguinha cheia, fomos até à praia da Barra, os 12 dentro de uma pick-up. Foi aí que conhecemos o nosso Guia, o Manel: um Moçambicano nascido e criado em Inhambane e cheio de alegria.  Depois de 20 minutos de uma viagem atribulada lá chegamos ao Mangal, onde apanharíamos o Dhow (barco à vela) para a nossa viagem até Pansy e à Ilha dos Porcos. Tiramos a bela foto de ocasião e começamos a viagem. 15 PESSOAS NUM BARCO NÃO MUITO GRANDE E NÃO MUITO NOVO… Ao início estávamos um pouco receosos, mas depois de uns gins tónicos e umas belas músicas, a descontracção pairava naquele barco. Uma viagem super agradável, sendo guiados pelo capitão, ouvindo as histórias do Manel e a sentir a brisa. Pouco depois de entrarmos no barco a máquina do Manel ficou sem bateria, ao que parece tinha-se esquecido de a carregar ahahahah

Chegamos então ao tal local chamado de Pansy, onde iríamos fazer snorkeling para ver alguma da biodiversidade da zona. Quando desci do barco não pensei que fosse ver tão pouco… Foi triste ver uma zona que outrora estava possivelmente repleta de belos corais e  cheia de indivíduos de inúmeras espécies, vazia, com pedaços de corais e conchas. Mas nem tudo me pareceu perdido, já se viam indícios de replantação e de uma tentativa de reconstrução da zona. Foi bom ver isso e ouvir as histórias que o Manel tinha para contar sobre esta zona.

Cerca de uma hora depois retomamos o barco e fomos em direcção à ilha dos porcos, uma ilha onde vivem cerca 800 pessoas e mais ou menos 250 são crianças e frequentam a pequena escola da ilha. Esta mesma ilha é ainda equipada com uma igreja e um pequeno hospital.

As crianças acompanhadas com os seus pratos de metal e garrafões de plástico formam bandas por toda a ilha, trazendo música, dança e muita animação a toda a ilha. Parecem felizes, com o seu ar de concentração e quando finalizam cada canção, já de modo mecanizado esticam a mão à espera que nela caíssem pequenas moedas ou quem sabe um pouco mais.

Fizemos uma pequena tour pela ilha onde o Manuel nos foi contando alguma histórias e foi partilhando informações sobre o que se passa diariamente na ilha. Durante essa tour, eu e a Mary Lary ficamos para trás e conhecemos uma família constituída pela mãe e 6 filhos, todos de idades diferentes e sempre sorridentes. Estavam com cana de açúcar na boca, a fome deveria apertar e a mãe pediu-nos dinheiro para bolachas. Os olhos da filha mais velha quando ouviu a palavra bolachas até brilharam! Mais à frente encontramos uma senhora que vinha bastante apreçada e com um saco na cabeça… A Mary perguntou-lhe se vinha do trabalho, ao que ela respondeu com uma gargalha e disse: “Nesta ilha ninguém trabalha!” e explicou-nos que voltava do mar de apanhar umas conchas.

Durante todo o passeio o contraste da simplicidade das casas com a tecnologia dos painéis solares, era gritante. Quase todas as casas têm paneis solares no “jardim” que são usados para que tenham luz durante a noite e para estarem actualizados com as notícias da rádio.

Já cansados e cheios de apetite o senhor Henrique servui-nos uma bela refeição: Marisco, matapa, arroz, batatas, salada, massa, peixe e acabamos a refeição com um bolinho de côco. Estava tudo delicioso e aproveitamos o fim do almoço para relaxar.

Já depois de algum tempo voltamos ao barco e rapidamente voltamos à outra margem onde o motorista nos esperava para nos levar de volta ao Diversity Scuba, onde nessa mesma manhã tinhamos começado a viagem.

O dia já vai longo, não?

Mas ainda não acabou…

Depois de voltarmos ao hostel, descansarmos, tomarmos banho e comermos alguma coisa, estava na hora de ir para a Soul Beach Party, num lodge perto da praia da Barra,o Sentidos.

Qual não é o nosso espanto quando nos deparamos com um lodge novinho em folha (a festa era a inauguração) e com um palco digno de um pequeno festival! Conhecemos muita gente, divertimos-nos ao som de Pedro Cazanova e Mario Roque…  A festa continuou mas quando o nível do mar chegou ao palco achamos que estava na altura de ir embora. Voltamos para o chapa, alguns estavam cansados, por isso passamos pelo Mozambeat para deixa-los… Enquanto isso os outros continuaram a jornada à procurar de uma festa, missão falhada, estava tudo parado… Estava na hora de voltar a casa e descansar, ainda iriamos ter um grande dia pela frente.

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Fiquem atentos, o próximo post conta o último dia desta bela viagem!

#TAMUJUNTO,

Maria


Hey hey again,

Let’s continue…

At the 8th, still shaken by the night before, we all woke up with Beto’s voice, always full of energy, even at 7am in the morning… After many many and many grumbles, we got out of bed and went to prepare ourselves for another day full of adventures. We couldn’t have breakfast at the lodge, so we went directly to Diversity scuba where we were expecting to be able to eat something…  As we were in a hurry and the waiters did not move, Chico took the iniciative and went to make breakfast for all of us (they just needed to do ham sandwiches and coffee ahahah), it was the only way that we could have something to eat.

Already with some food in our stomachs, we went to Barra beach, the 12 inside a pick-up. Our Guide was the fabulous Manel: a Mozambican born and raised in Inhambane and full of joy. After 20 minutes of a trip we arrived to the salt marsh, where we would catch the dhow (sailing boat) for a our trip to Pansy and the Pigs’ Island. We took a beautiful photo of the occasion and the we start the trip. 15 PEOPLE IN A BOAT NOT VERY BIG AND NOT VERY NEW… At first we were a bit scared, after a few gins&tonic and beautiful music, a relax atmosphere took all the boat. A super nice trip, being guided by the captain, listening to Manel’s stories and  feelling the breeze. Shortly after we entered there the boat Manel’s camera ran out of battery, apparently he had forgotten to charged it ahahahah

We then arrived to Pansy site, where you could snorkel to see what the that are had to offer us. When I got off the boat I never thought I would see so little… It was sad to see an area that once was possibly filled with beautiful corals and full of individuals of countless species, empty with bits of coral and shells. But not everything seemed lost, they were already signs of reconstitution and an attempt to rebuild the area. It was nice to see this and hear some stories that Manel had to tell us about this area.

About an hour after returning we returned to the boat and continued our trip to the island where about 800 people live, 250 are children and attend a small school on the island. This  island is still equipped with a church and a small hospital.

The kids with their metal plates and plastic bottles formed small l over the island, bringing music, dancing and lots of animation to the whole island. They seem happy, singing with soul and when they finish each song, already in a mechanized way they stretch out their hands hopping that they will receive some coins or maybe a little more.

We did a little tour around an island where told us everything about the island dailylife. During this tour, me and a Mary Lary were left behind and we met a family, mother and 6 children, all of them super different, but all smiley. They had sugar cane in their mouths, they were hungry and a mother asked us for cookies. You should have seen the eyes of the eldest daughter when she heard a word cookies, they were shining so much! Later on, we found a lady who was in a hurry and had a bag on her head … Mary asked her if she was coming from work, she answered with a laugh and said: “In this island there is no jobs!” And she explained that was coming back from the sea from catching some shells.

Throughout the walk the contrast of the simple houses with a technology of solar panels, was glaring. Almost all the houses had solar panels in their “garden” which are used for that light during the night and to be updated with radio news.

We were all tired, so we went to have lunch, the fabulous meal that Sr. Henrique made for us: Seafood, matapa, rice, potatoes, salad, pasta, fish and we finished a meal with a cookie. It was all delicious and we relax in the end of this meal.

Some time after we returned to the boat and the captian sailed until the other shore where the driver awaited us to take the back to the Diversity Scuba.

The day is long gone, is not it?

But it’s not over yet …

After we got back to the lodge, rested, showered and ate something, it was time to go to the Soul Beach Party, in a lodge near Barra beach, Sentidos.

Which is not our surprise when we came across a brand new lodge (the party was the opening of Sentidos) and with a stage worthy of a small festival! We met a lot of people, we had fun with the DJs Pedro Cazanova and Mario Roque… The party continued but when the sea level arrived near the stage we thought it was time to leave. We went back to Tofo, some were tired, so we stopped by Mozambeat to leave them… Meanwhile the others continued the journey looking for a party, mission failed, everything was closed… It was time to go home and rest, we would still have a great day ahead.

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Stay tuned, the next post tells the last day of this beautiful trip!

#TAMUJUNTO

Maria

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